SEMANA 7 – DIÁRIO DE GRAVIDEZ

SEMANA 7 (11/01 a 17/01)

Ansiosíssima para a consulta, digamos que não foi bem o que eu esperava.

Devido a algumas informações que colhi nessa semana, obviamente me surgiram muitas dúvidas, principalmente com relação ao parto, uma vez que sofro com Iatrofobia (medo de ir ao médico), então resolvi despejá-las ao médico.

E lá fomos nós, eu e Davi em nossa primeira consulta com o ginecologista/ obstetra, sendo a primeira vez que eu consultava com ele, pois mudou meu plano médico.

O médico me perguntou sobre a última menstruação e já calculou a data possível para o nascimento, sendo este dia 30/08/19, fiquei feliz, um mês após o aniversário de minha mãe.

Após isso, me passou as primeiras restrições com peixes crus, atividades físicas, me liberando somente para caminhadas, hidroginástica e pilates.

-Mas Dr. Não posso retomar a musculação após o terceiro mês? Não!

Fiquei muito chateada, pois já presenciei várias gestantes na academia, mas vamos obedecer né, quem sabe depois não consigo convencê-lo.

Não carregar pesos

Não fazer muito esforço

Não usar tinturas, podendo tinturas sem amônia após o terceiro mês.

Manter uma alimentação balanceada. (Já estou sendo acompanhada pela nutri)

Tomar bastante água.

Evitar de limpar a caixinha de areia dos gatos.

Bom, retomando sobre o parto, resolvi questioná-lo, pois sempre ouvi da minha mãe que por ter quadril pequeno, meu parto seria cesariana, caso um dia eu engravidasse.

O médico meio que repetiu essa informação.

Até esse momento eu realmente ainda não sabia qual parto me agradava mais.

Gostaria sim de ter um parto normal, até humanizado, porém, vi muitos relatos de “piques exagerados”, entre outras violências obstétricas e isso me deu muito pavor.

Quando citei isso ao médico, ele pareceu desconfortável e quis de todas as formas me mostrar o quanto era bom naquilo que fazia e que jamais cometeria um erro desses, uma vez que já tinha realizado muitos partos, dentre o de quase todas as mulheres de sua família. Enfatizou o quanto se preocupava com o bem estar da gestante, mas infelizmente não me passou muita confiança.

Neste momento, o clima pareceu tenso na sala dele e talvez eu tenha abordado o assunto de maneira brusca, não sei, só sei que não me senti mais bem ali.

Fora esse mal estar, não posso reclamar da consulta, pois o médico foi muito atencioso, tirou todas as minhas dúvidas.

Ao sairmos de lá, meu marido me chamou a atenção pelo jeito com que eu havia abordado esse assunto de violência obstétrica e que por isso, o médico acabou sendo tão rude quanto eu e demonstrando de todas as formas que era um excelente médico.

De fato, só fui me consultar com ele, pois tive duas ótimas indicações, sendo que somente havia ele e mais uma médica no plano e dessa outra médica eu ouvi comentários desagradáveis sobre seu trabalho.

Cheguei em casa aos prantos, pois já havia colocado em minha cabeça que não queria ele como médico, mas aos poucos fui refletindo sobre minha atitude também e resolvi continuar com ele.

Bom, sobre essa semana, reparei que as náuseas estavam melhorando, eu já estou  na terceira caixa de remédio para náuseas e não gostaria de ficar tomando tantos remédios assim, então quando vi que melhorei, deixei de tomar, porém, no final desta semana, voltei a passar mal de náuseas e agora minha enxaqueca também resolveu dar o ar da graça.

Nessa semana uma coisa muito triste me aconteceu, perdemos nosso cachorrinho.

Ele acordou com muitas convulsões, problema antigo, além da idade avançada, da cegueira e da falta de coordenação dele. Já estávamos nos preparando para esse dia, mas é sempre muito doloroso perder nossos bichinhos, que pra mim, são como filhos mesmo.

Ficamos com ele até seu último suspiro, mas precisamos fazer isso, pois quando retomava da sedação em que estava, ele convulsionava novamente, fazendo com que seu sofrimento só aumentasse e o nosso também, por vê-lo naquele estado.

É, essa semana foi agitada, cheia de baixos, mas ainda meu coração está radiante pela boa nova, por essa nova vida que gero em meu ventre.

A gratidão não cabe em mim e graças a Deus, eu e Davi estamos nos tornando bem responsáveis, planejando nossa vida em todas as áreas.

Que assim seja, que continuemos com essa vitalidade, pois ainda há muito que fazer para a chegada do nosso(a) bebê.

Há! Já estamos planejando o chá revelação que será realizado em 17/02.

Já compramos as coisas, já elaborei o convite e estamos super ansiosos para esse momento tão especial.

Vou contando tudo para vocês nos próximos diários!

Espero que estejam gostando.

Um beijo e até o próximo post.

SUICÍDIO – PRECISAMOS QUEBRAR ESSE TABU!

Olá pessoal, tudo bem?

Espero muito que sim!

Hoje estou aqui para deixar um alerta e de certo modo um desabafo também.

Vamos tratar hoje de um assunto bem pesado, conforme vocês puderam notar pelo título, porém, um assunto de extrema importância a ser abordado nos dias atuais, com tanta gente em depressão, ou até mesmo infelizes por não conquistar uma “vida de sonhos”, conforme nos mostram as redes sociais, apesar de sabermos que nada disso é tão real.

Quero deixar bem esclarecido que este é um relato pessoal, que ocorreu comigo e com minha família e que tem por objetivo alertar o leitor sobre esse assunto que é tão tabu, porém, está presente em nossas vidas e em nosso dia a dia, podendo vir a acontecer com qualquer um de nós ou alguém próximo a nós.

Era dia 07 de fevereiro de 2018, há exatamente um ano atrás, quando acordei, fiz meus afazeres matinais e estava me trocando para ir a academia, até que recebi a pior ligação da minha vida, era minha madrasta gritando que meu irmão havia se enforcado.

Lembrem-se a maneira como se recebe uma notícia dessa, que já é trágica por si só, pode traumatizar ainda mais, pois até hoje escuto a voz dela dizendo aquelas palavras horríveis em minha mente, o que me causa muita dor.

Minha primeira reação foi paralisar, não estava conseguindo assimilar e acreditar naquela terrível notícia. Depois a primeira coisa que veio em minha cabeça foi meu pai.

Terminei de me trocar, peguei minha moto e voei até sua casa, onde o encontrei aos prantos, também sem acreditar que realmente havia acontecido, ou seja, sem chão!

Meu maior medo era que meu pai também tentasse alguma besteira, nesse momento e só queria estar ao lado dele.

Infelizmente minha mãe se foi há dois anos atrás, por uma doença terrível chamada cirrose, na qual ainda vou partilhar dessa experiência com vocês também.

Duas perdas em tão pouco tempo. Eu me sentia exausta emocionalmente, até porque também estava me recuperando de uma depressão.

A primeira pergunta que nos vem a mente é POR QUE?

E isso eu sei que é algo que jamais conseguiremos desvendar, jamais teremos a certeza do que se passava em sua cabeça e em seu coração naquele momento, além, da dor, da solidão e da angústia.

A sensação que tive foi de que meu peito estava comprimido, doida tanto que não havia lágrimas suficiente para aliviar. Sensação de impotência, de fracasso e muita angústia também, pois nesse momento só nos lamentamos pelo que poderíamos ter feito e não fizemos.

QUEM ELE ERA?

É nesse momento que o peito aperta novamente e as lágrimas escorrem, pois quem o conhecia sabe que meu irmão era uma pessoa extremamente amável, generoso e de um coração enorme, que se fosse preciso doava a própria roupa do corpo para alguém necessitado, porém seu maior defeito era não cuidar de si mesmo.

Era um filho e um irmão muito carinhoso, estava sempre me abraçando e dizendo o quanto me amava. Muito sensível e chorão também.

Fomos criados juntos, éramos muito apegados.

Eu e ele

Minha mãe, eu e ele

Deixou seu maior sonho, seu filho de 4 anos, que quando pra essa criança, aí mais bem que não entendo. Seu filho ainda o chama, se lembra vivamente do pai, que era super carinhoso e amoroso com ele, sempre estando presente e fazendo suas vontades.

NÃO HÁ REGRAS!

Esse negócio de quem avisa, não faz, não existe! Ou de quem quer, faz. Nada disso deve ser parâmetro. O único parâmetro que temos é como a pessoa está reagindo aos dissabores da vida.

Ele vinha se sentindo cansado de lutar e não conseguir nada, apesar de ter tudo. Por isso eu digo, por menos que você tenha seja grato, pratique a gratidão, pois nessas horas você consegue enxergar que nada é mais valioso do que nossa vida, nossa saúde.

A depressão é coisa muito séria, mas não vou me estender neste post para não ficar mto longo. Prometo que trarei minha experiência com isso em outro post também. Sei que esse foi sim, um dos motivos. Ele estava depressivo e não conseguia enxergar nenhuma saída para os seus problemas.

Minha história com o suicídio

Eu também por várias vezes pensei e já até tentei me suicidar, porém, sempre pensei em meu pai e na minha família, eles talvez não me perdoariam por  isso.

Me sentia egoísta, porém angustiada por tantas decepções que a vida me dava, mas nunca tive coragem de ir até o fim.

O sentimento que eu tinha quando vinham esses pensamentos era de abandono, de cansaço físico e mental, de falta de cuidados mesmo. A gente se sente vítima, se sente fraco e ao mesmo tempo que queremos gritar por socorro, não queremos incomodar ninguém, pois é nesse momento que eu volto a dizer, temos que acabar com esse tabu, pois é mais comum do que imaginamos.

Alguns rotulam, dizem que é falta de Deus e eu posso afirmar que não é, pois eu cresci em igreja evangélica, participei de louvores, fazia trabalhos na igreja, sempre fui temente a Deus, sempre tive fé e fiz preces, porém, nada disso me impediu de pensar em suicídio.

COMO FICA  A FAMÍLIA?

Sem chão! A família nesse momento se sente a maior culpada, por mais que saibamos que jamais podemos nos culpar por atitudes de outras pessoas. Esse é o primeiro sentimento que vem no coração.

Ficamos tentando encontrar nossos erros. Meu pai até hoje se culpa e procura por seus erros na atitude do meu irmão. Sofre calado e sempre visita o túmulo do seu amado filho.

Nos questionamos a todo momento: Por que não vimos? Por que não ajudamos mais? Muitos por quê e nenhuma resposta.

Parece que nada mais faz sentido, nada mais tem graça.

Os natais não são mais os mesmos, ano novo é só mais um ano sem ele e seu aniversário já não se comemora mais.

Minhas dicas para esse momento tão delicado:

Em primeiro lugar ter fé, mesmo diante de uma tragédia dessas, jamais devemos blasfemar contra Deus, ele sabe o que faz!

Num primeiro momento a gente não aceita mesmo, fica com raiva da vida, com raiva de nós mesmos, mas esses sentimentos só nos fazem sucumbir ainda mais e impedem a evolução espiritual do ente querido.

Temos que levar lições de tudo o que passamos nesta Terra. Acredito eu, que esse é o nosso principal objetivo aqui.

Nesse momento buscar a Deus ou se apegar a alguma filosofia de vida ou até mesmo religião, desde que não seja de maneira fanática é válido, pois senão, não aguentamos viver com tamanha tristeza.

Aos poucos a vida vai passando, as coisas vão se ajeitando.

A família estar unida nesse momento é essencial para cada um, é o alicerce para suportar a dor.

A saudade jamais vai passar, sinto em dizer, só tende a aumentar, mas entendo que quanto mais chorarmos ou imaginarmos o sofrimento da pessoa, mais ela irá sofrer e demorar para desapegar da vida terrena.

A oração, a prece, a reza, como você preferir, é o melhor remédio para acalmar a dor e ajudar aquele que se foi. O ideal é lembrar sempre da pessoa feliz, transmitir sentimento de paz, felicidade e gratidão por ela ter sido membro de sua família.

Chorar faz parte, mas lembre se de não pensar coisas negativas!

Mensagem final:

Então se você já pensou ou pensa em cometer suicídio, peço que procure ajuda!

Saiba que é possível resolver as coisas por aqui, por mais que elas pareçam sem solução.

Quando a pessoa que amamos se vai dessa maneira, percebemos que algumas coisas a que damos valor hoje, não tem sentido algum.

Temos a certeza que tudo pode ser resolvido sem que seja necessário uma atitude radical como essa.

Vamos acabar com o TABU

Temos o recente caso da Marina Bittercourt, que se suicidou essa semana, portanto, mais uma vez volto a dizer, TEMOS QUE QUEBRAR ESSE TABU, não é e não deve ser tratado como algo demoníaco.

Não dê ouvidos a pessoas que dizem ser o maior pecado, que a pessoa vai direto pro inferno, nada disso! Ninguém nesse mundo sabe o que se passa após a morte com certeza, não fique preso a isso, somente envie boas vibrações a pessoa, tenha pensamentos de amor e gratidão para com ela e peça para que ela encontre a luz e evolua!

Infelizmente alguns dias atrás, acabei me calando sem querer e me senti muito mal por isso e pude enxergar o quanto as pessoas se envergonham do assunto, principalmente com relação a familiares.

Eu fui atender uma cliente e havia uma outra pessoa no mesmo ambiente, quando surgiu o assunto e minha cliente simplesmente mentiu, disse que foi acidente. Eu fiquei chocada!!! Queria dizer, não, não foi, foi suicídio mesmo. Vamos parar com essa hipocrisia. É real, acontece e pode acontecer com qualquer pessoa próxima a nós.

Basta! Temos que falar no assunto sim, acontece diariamente, não é frescura, não é vergonha. Vergonha é não poder ajudar a quem precisa ou até mesmo a família que passa por esse momento tão delicado.

Acredito que quanto mais tocarmos no assunto, mais comum será, e mais possibilidade de ajudar ao próximo teremos.

Não se cale!

Procure ajuda!

Atualmente temos o CVV, onde você pode ligar, escrever e até mesmo se voluntariar para ajudar aqueles que necessitam.

CLIQUE AQUI  –  SITE CVV

O CVV

O CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo, em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal, desde 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

A instituição é associada ao Befrienders Worldwide, que congrega entidades congêneres de todo o mundo, e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio, do Ministério da Saúde, com quem mantém, desde 2015, um termo de cooperação para a implantação de uma linha gratuita nacional de prevenção do suicídio.

A linha 188 começou a funcionar no Rio Grande do Sul e, em setembro de 2017, iniciou sua expansão para todo o Brasil, que será concluída em 30/06/2018, com a integração de todos os estados.

Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação),  pessoalmente (nos 93 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e  e-mail. Nestes canais, são realizados mais de 2 milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito Federal.

Além dos atendimentos, o CVV desenvolve, em todo o país, outras atividades relacionadas a apoio emocional, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campos-SP.

Espero que meu relato possa ajudar, de alguma maneira essas pessoas que estão próximas a alguém com depressão, ou que está passando por um momento delicado como este e que enfim, ajude a não se calar diante desse assunto que se fez tão tabu, mas não é!

Um beijo no coração de todos e muita luz!

 

SEMANAS 5 e 6

Olá pessoal, tudo bem?

Espero muito que sim!

Bom até o momento foi só uma prévia das semanas da gestação, mas agora vamos iniciar esse diário semana a semana, contando para vocês cada etapa desta nova fase da minha vida.

Espero muito que vocês gostem de acompanhar…

SEMANA 5  (28/12/18 a 03/01/19)

Acredito que sem dúvidas, essa seria a semana mais difícil, pois eu já não dormia bem, a ansiedade me invadiu de certa maneira que eu só conseguia pensar em mim e no bebê e em mais nada.

Apesar das noites mal dormidas, a felicidade reinava em meu peito e eu já não tinha mais palavras e sentimentos para agradecer a Deus pela dádiva.

Apesar de a fome ter aumentado muito também, cuidei da alimentação, que já estava sendo feito, fiz algumas caminhadas e até yoga e meditação em casa mesmo, com cautela, é claro, eu fiz para acalmar a ansiedade.

SEMANA 6   (04/01 a 10/01)

Me enganei dizendo que a semana anterior seria a mais difícil, pois sem dúvida está sendo essa.

As náuseas aumentaram drasticamente a ponto de quase nada parar no estômago, alguns dias eu consegui dormir um pouco melhor, mas sempre acordando bem mais cedo do que eu gostaria.

Muitos sonhos estranhos, pesadelos estão fazendo parte do meu sono.

As cólicas ainda estão presentes, com alguns picos de dores em alguns momentos.

A idas ao banheiro aumentaram também, com a bexiga sempre cheia.

Neste período, a sonolência durante o dia aumentou, mas se eu optasse por dormir durante o dia, sabia que minha noite, que já não estavam muito boas, seriam bem piores, então eu evitava.

Bom, como a consulta é amanhã e o sono já apareceu, são 00:45 e agora vou me preparar para dormir. Espero ter bons sonhos!

 

LOOK’S ACADEMIA II

Olá queridos(as), tudo bem com vocês?

Espero muito que sim!

Hoje eu vim compartilhar com vocês mais alguns looks de academia que usei nesses últimos dois anos de treino.

Na semana passada postei outros 7 looks para vocês se inspirarem e prometi voltar com mais alguns, que aqui estão.

Nestes dois posts  priorizei por fotos, sem muito texto,  mas conforme prometi no primeiro post desses looks,  logo mais trarei para vocês um relato de como foi esses dois anos de treinos pesados e corridas.

Espero muito que vocês gostem e que possa inspirar vocês!

Um beijo e até o próximo post!

INÍCIO DA GESTAÇÃO, ESPALHANDO A NOTÍCIA E MÉDICO

INÍCIO DA GESTAÇÃO

Descobri a gestação com poucas semanas já, devido a todo o mal-estar já relatado no post anterior.

Do dia 27/12/18 em diante se abria um novo capítulo em nossas vidas, minha cabeça já estava em plena mudança, um turbilhão de medos me invadiam e eu só sabia chorar.

Chorava de mais pensando em meu amado irmão, pois sei o quanto vibraria com a notícia, chorava por ele não estar mais aqui e me receber com o abraço mais caloroso do mundo e o sorriso mais sincero, chorava pela nova vida que habitava em mim, mesmo ainda sendo um grãozinho de gergelim.

Chorava por não ter minha mãezinha por perto, que também sei o quanto feliz ficaria, mas infelizmente essa é a vida.

Pelos cálculos realizados em aplicativos, pelas informações obtidas em sites, enfim, descobri que havia concebido nas duas primeiras semanas de dezembro.

Diante disso, estaria em torno de 4 semanas de gestação, sendo que o bebê viria ao mundo em meados de Agosto/Setembro de 2019.

Nesta fase, cada dia era um milagre, a vida se tornara um milagre e eu me tornava a pessoa mais responsável do mundo. Se antes eu já cuidava da minha saúde, agora os cuidados seriam redobrados.

Muitas cólicas, muitas náuseas, muito choro, muita sensibilidade e muitos medos também, isso define minhas primeiras semanas de gestação.

ESPALHANDO A BOA NOVA

Após as explicações da depressão, do suicídio, da falta de estrutura emocional e de tantos outros motivos, essa era sem dúvida a melhor notícia que eu havia recebido em 2018, portanto, eu só pensava em compartilha-la com aqueles que me amavam e alguns que não me amavam tanto assim também.

A segunda pessoa a saber foi meu pai e minha madrasta, que receberam com muita alegria, apesar de eu achar que meu pai ficaria confuso, uma vez que eu sempre deixei claro que não queria filhos.

A terceira pessoa foi a vó Roza, que também recebeu com muita emoção a notícia que ganharia um(a) bisnetinho(a).

A quarta pessoa foi a minha sogra e minha cunhada, que também pareceram felizes. Minha sogra foi a primeira a brincar e supersticiosamente fez a brincadeira do garfo, sendo que deu menino. Vamos ver!!!

A quinta pessoa foi meu sogro e sua esposa, que não se aguentaram, ele quase passou mal, vibrou de mais, foram muito solícitos e amáveis, já deixando claro que se fosse menina, o brinco seria um presente deles. (anotado!)

Eu estava planejando dar a notícia para minha irmã no réveillon, já que passaríamos juntas, mas como eu disse, a ansiedade me invadiu e acabei enviando uma mensagem no WhatsApp mesmo. Ela vibrou junto comigo, ficou muito feliz, me ligou parabenizando.

Alguns amigos também receberam a mensagem e outros, decidimos fazer um churrasco para contar.

O mais legal é que uma das amigas também acabara de descobrir a gravidez a pouco tempo. Nossos bebês terão dois meses de diferença, estou muito feliz com isso.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO

Devido as datas festivas desta época, foi impossível encontrar um ginecologista que me atendesse pelo meu plano de saúde, então optei por ir ao pronto atendimento, onde não sanaram quase nenhuma das minhas dúvidas, mas pelo menos a médica resolveu me examinar e disse que com o útero estava tudo bem. Ufa! Mas ainda assim, meu medo era grande, pois enquanto eu não souber sobre o bebê, não ficarei sossegada.

Consegui agendar uma consulta para o dia 07/01/19, teria que aguardar praticamente uma semana, aguentando as náuseas, o desconforto e os medos.

A consulta é amanhã, estou ansiosíssima, inclusive porque o Vi vai me acompanhar e saberemos se o bebê está bem.

LOOKS ACADEMIA I

Olá queridos(as), tudo bem com vocês?

Espero muito que sim!

Hoje eu vim compartilhar com vocês alguns looks de academia que usei nesses últimos dois anos de treino.

Vou dividir em duas partes para não encher vocês com tantas fotos, mas espero com este post inspirar vocês não só com os looks, mas também a procurar realizar alguma atividade física, independente do seu objetivo, pois sabemos que o objetivo maior é cuidar da nossa saúde, não é mesmo? Portanto, neste post vou priorizar as fotinhos mesmo, mas prometo que logo mais trarei para vocês um relato de como foi esses dois anos de treinos pesados e corridas.

Espero muito que vocês gostem e que possa inspirar vocês!

Um beijo e até o próximo post!

BOAS NOVAS!

Olá pessoal, tudo bem?

Conforme prometido, estou de volta com novos posts e vamos começar com boas novas.

Eu e meu marido descobrimos que seremos papai e mamãe.

Estamos super felizes com a notícia, então resolvi criar aqui um diário de gravidez para deixar registrado cada momento desta nova fase.

Confesso que estou apreensiva por ainda ser muito cedo, mas acredito que meus leitores tem muitas energias boas para me passar e que os pensamentos positivos irão criar essa bolha de proteção para mim e para o bebê que estou gerando em meu ventre.

Então, vamos começar….

A DESCOBERTA

Estávamos em 26/12/18, havíamos acabado de ter o natal mais triste de todos em decorrência dos acontecimentos deste ano.

Nesta noite, eu havia ido na casa do meu pai, comemos pizza, um grande amigo veio em casa e eu e Vi terminamos a noite na cozinha conversando muito como de costume, até que após um copo de leite, por volta de 00:00, lavei toda a cozinha com meu mal estar, minha pressão estava mais baixa do que nunca e eu estava extremamente mal.

O Vi, apavorado, sem saber o que fazer, me trazia sal e água a todo instante, até que esta mistura revirou mais ainda meu estômago, não me deixando outra opção a não ser gorfar tudo que eu havia ingerido naquela noite.

Dormimos.

Devido a alguns sintomas mais aguçados e nunca sentidos antes, como cólica forte e constante, seios extremamente sensíveis e o fato de eu ter passado muito mal na noite anterior, resolvi no dia seguinte, enquanto estava de moto resolvendo coisas na rua, comprar um teste de gravidez, dos mais baratos, claro!

Cheguei em casa, no dia 27/12/18, corri para o banheiro, enquanto Vi trabalhava na sala e realizei o teste, foi quando apareceu os dois risquinhos e eu fiquei sem chão, ali eu descobri que estava grávida.

Ainda sem chão, sem planos para fazer uma surpresa para o futuro papai, eu não sabia se deixava as lágrimas escorrerem pelo meu rosto ou se as enxugava e ia correndo contar, tamanha ansiedade e felicidade que me invadiu naquele momento.

Bolei um plano rápido e executei, coloquei o teste num saquinho da Eudora, escrevi um bilhete que dizia: “Ainda não sei se é verdade, mas se for parabéns papai”, coloquei em uma caixinha e desci para dar o tão esperado presente de natal do Vi.

Eu estava chateada, pois neste natal não havia dado presente a ninguém, nem mesmo a ele, sendo que eu ganhei, mas nesse momento eu sabia que seria o presente mais lindo que eu podia lhe dar.

Eu disse que daria o presente, mas que precisava filmar, porém, o nervoso era tão grande que no fim das contas, não apertei o play e acabei não filmando.

Quando Vi abriu a caixinha, sua reação foi olhar várias vezes para a caixa e para mim, num ato de demonstrar que não estava acreditando ou entendendo a situação, até que me perguntou se era verdade e com os olhos marejados e um sorriso que não cabia em mim, eu disse que sim, seríamos papais.

Ele se levantou e me deu um abraço caloroso e seu sorriso também não negava tamanha felicidade.

Convém esclarecer alguns tópicos necessários, antes de dar continuidade a esse diário.

GRAVIDEZ PLANEJADA OU NÃO?

Bom, não sei se posso dizer que foi uma gravidez planejada, pois eu confesso que nunca quis ter filhos, pasmem!

Eu e Davi estamos juntos há 14 anos e obviamente que a conversa sobre filhos já vieram à tona várias vezes em nosso relacionamento e desde sempre, ou pelo menos até dois anos atrás, eu não queria filhos.

Mas por que?

Infelizmente sabemos que a vida aqui nesta Terra não é simples, eu havia passado por muitas tristezas na vida, sendo que a maior delas foi ter perdido meu irmão para o suicídio, o que me levou a refletir mais ainda sobre o assunto, pois assim como eu também já havia pensado em suicídio várias vezes, inclusive tentado, eu não via razões para gerar uma pessoa que um dia pudesse chegar a pensar nisso também.

Além dos dissabores da vida, de uma família desestruturada e de eu também ter noção que eu não tinha nenhum estrutura emocional, eu pensava muito na maneira como está o mundo de hoje, com inversão de valores, casos alarmantes de depressão, ansiedade, entre tantos outros problemas que vemos atualmente, apesar de algumas vezes ter tido vontade, a melhor opção seria não gerar nenhuma vida neste caos.

Foi no auge da depressão que eu me rendi e decidi que sim, mesmo diante de todos esses percalços, eu poderia criar um filho com dignidade e ter a experiência do amor incondicional.

Justamente o oposto do que eu pensava antes, pois para mim era bizarro ver o tanto que os pais dedicavam sua vida aos filhos e recebiam a ingratidão e o desprezo em troca. Eu tinha muito medo disso, dentre tantos outros medos, como não dar conta de educa-lo(a).

Mas a depressão me fez enxergar que o maior amor do mundo é o que temos para com o nosso próximo.

Por alguns momentos eu me questionava se estava querendo ter um filho somente para amenizar a minha dor, minha depressão, pois não tínhamos condição nenhuma de criar um bebê, estávamos passando pela fase mais difícil de nossas vidas, estávamos os dois desempregados e sem esperança alguma de melhora.

Foi quando eu decidi que realmente queria ter essa experiência em minha vida. Davi sempre quis ser pai, apesar de sempre respeitar minha opinião sobre o assunto. Então parei de tomar o anticoncepcional, o que me ajudou com as enxaquecas também.

Aguardávamos então a vontade de Deus em nos presentear com um filho quando fosse de Sua vontade.