SEMANA 36 – DEPRESSÃO NA GESTAÇÃO

Olá queridos(as).

Sei que estou atrasadinha com os posts, mas eu perdi minha senha e não conseguia recuperar, além da depressão que vou lhes contar aqui, enfim, alguns fatores colaboraram para o meu sumiço, mas agora voltei e com muito conteúdo, principalmente sobre a maternidade, então espero que gostem…

Vamos dar um pulinho, da 17ª semana, para a 36ª semana de gestação…

SEMANA 36 (03/08 A 08/08)

Pois é, quase 20 semanas se passaram, então vou tentar resumir o que aconteceu nesses últimos meses.

Quando completei 20 semanas, foi um marco, pois metade da gestação havia passado, porém, sabia que ainda tinha um longo caminho pela frente.

Cada fase foi vivida intensamente, ainda está sendo.

Já ouviram falar que o segundo trimestre é a lua de mel da gestante?

É mais ou menos isso mesmo, porém, para mim houve uma ressalva, uma vez que minha depressão piorou.

Talvez por conta de ter parado com o medicamento, e mesmo com acompanhamento psicológico, ficou muito difícil essa fase.

 

DEPRESSÃO NA GESTAÇÃO

Todos sabemos que gestar é um milagre, é uma dádiva, porém, quando se está depressiva, os medos, as angústias e a solidão são muito maiores.

Por esse motivo, pensei em ir atrás de algum medicamento fitoterápico ou floral e resolvi questionar meu médico a respeito e sabe o que eu ouvi?

-Não há antidepressivo melhor do que a gravidez!

Fiquei pasma. Como um médico de tão alto gabarito poderia brincar com algo tão sério.

Isso pra mim foi uma afronta, pois ele não sabia pelos problemas que havia enfrentado, na minha concepção, jamais deveria ter dito isso, mas vida que segue.

Queria eu que ele estive coberto de razão, mas as coisas não funcionam desta maneira.

Tentei seguir adiante somente com acompanhamento psicológico e tentando mais uma vez ser forte o suficiente para sair deste estado de depressão.

O fato de eu estar sem um emprego no momento foi algo que mexeu muito comigo, eu teria que aprender na marra a ficar mais quieta, aceitar o que a vida estava me propondo.

Ao mesmo tempo que eu me sentia mal por isso, eu me culpava, pois sabia que seria mais incomodo estar trabalhando nesse momento, com tantos mal-estar e dores.

Isso me atormentou por muito tempo e minha depressão só piorava, pois eu tinha várias crises de ansiedade, muito choro, tristeza e culpa por estar me sentindo assim, mesmo com um bebê a caminho.

Sentia que estava passando tudo isso pra ele e eu não queria isso jamais.

Lutei muito com meu emocional. Meu marido me ajudou muito com conversas e carinho e eu fui criando forças.

Infelizmente minha psicóloga teve alguns problemas pessoais e precisou cancelar minhas sessões e mais uma vez eu tive que ser forte para passar por isso, sem remédios, sem auxílio profissional, sem exercícios físicos que tanto me ajudavam.

E assim fui levando, dia após dia, tentando olhar para meu emocional com carinho, evitando de me culpar e me julgar o tempo todo. Não foi fácil!

Outra culpa que estava me atormentando era a alimentação. No começo do terceiro trimestre eu sentia muita fome, ainda seguia à risca o cardápio da nutri, porém, a fissura por doce aumentava, devido a ansiedade e antes de dormir eu adorava tomar um leite quente com bolachas e ela havia proibido isso.

Decidi então não me privar mais, pois isso estava me gerando outra culpa desnecessária, uma vez que nas refeições principais e nos lanches eu estava comendo de forma correta e equilibrada, com frutas, verduras e legumes.

Mas em uma semana acabei exagerando nos doces e comecei a tomar meu leite com bolachas a noite e engordei uns dois quilos em quinze dias e ela se espantou, com razão.

Também me espantei, mas meu corpo não havia mudado tanto, era só a barriga que estava crescendo mesmo, então resolvi me livrar desta culpa e não fui mais as consultas.

Eu sabia que isso poderia me gerar uma frustração muito grande depois, pois eu poderia engordar além do recomendado, mas não liguei, nesse momento meu emocional contava muito mais pra mim.

Claro que me preocupei em manter uma alimentação equilibrada, mas não me privava de nada que tinha vontade.

Hoje com 36 semanas, estou pesando 60,9kg, engordei 14kg até agora e meu desejo era engordar no máximo 10kg, mas foi uma escolha e por enquanto não me arrependo, pois estou dentro do recomendado para o meu corpo e não estou colocando a minha saúde, nem a do meu bebê em risco, pois meus exames estão todos ok.

Acredito mesmo que passar por essa turbulência emocional foi a parte mais difícil até o momento.

Sei que cada fase é uma fase e que todas elas vão haver dificuldades, inclusive tento preparar meu emocional para o parto, que sem dúvida será o mais tenso, porém, mais mágico, pois vou poder conhecer meu principezinho.

 Espero que tenham gostado,

Um beijo e até o próximo post!

SUICÍDIO – PRECISAMOS QUEBRAR ESSE TABU!

Olá pessoal, tudo bem?

Espero muito que sim!

Hoje estou aqui para deixar um alerta e de certo modo um desabafo também.

Vamos tratar hoje de um assunto bem pesado, conforme vocês puderam notar pelo título, porém, um assunto de extrema importância a ser abordado nos dias atuais, com tanta gente em depressão, ou até mesmo infelizes por não conquistar uma “vida de sonhos”, conforme nos mostram as redes sociais, apesar de sabermos que nada disso é tão real.

Quero deixar bem esclarecido que este é um relato pessoal, que ocorreu comigo e com minha família e que tem por objetivo alertar o leitor sobre esse assunto que é tão tabu, porém, está presente em nossas vidas e em nosso dia a dia, podendo vir a acontecer com qualquer um de nós ou alguém próximo a nós.

Era dia 07 de fevereiro de 2018, há exatamente um ano atrás, quando acordei, fiz meus afazeres matinais e estava me trocando para ir a academia, até que recebi a pior ligação da minha vida, era minha madrasta gritando que meu irmão havia se enforcado.

Lembrem-se a maneira como se recebe uma notícia dessa, que já é trágica por si só, pode traumatizar ainda mais, pois até hoje escuto a voz dela dizendo aquelas palavras horríveis em minha mente, o que me causa muita dor.

Minha primeira reação foi paralisar, não estava conseguindo assimilar e acreditar naquela terrível notícia. Depois a primeira coisa que veio em minha cabeça foi meu pai.

Terminei de me trocar, peguei minha moto e voei até sua casa, onde o encontrei aos prantos, também sem acreditar que realmente havia acontecido, ou seja, sem chão!

Meu maior medo era que meu pai também tentasse alguma besteira, nesse momento e só queria estar ao lado dele.

Infelizmente minha mãe se foi há dois anos atrás, por uma doença terrível chamada cirrose, na qual ainda vou partilhar dessa experiência com vocês também.

Duas perdas em tão pouco tempo. Eu me sentia exausta emocionalmente, até porque também estava me recuperando de uma depressão.

A primeira pergunta que nos vem a mente é POR QUE?

E isso eu sei que é algo que jamais conseguiremos desvendar, jamais teremos a certeza do que se passava em sua cabeça e em seu coração naquele momento, além, da dor, da solidão e da angústia.

A sensação que tive foi de que meu peito estava comprimido, doida tanto que não havia lágrimas suficiente para aliviar. Sensação de impotência, de fracasso e muita angústia também, pois nesse momento só nos lamentamos pelo que poderíamos ter feito e não fizemos.

QUEM ELE ERA?

É nesse momento que o peito aperta novamente e as lágrimas escorrem, pois quem o conhecia sabe que meu irmão era uma pessoa extremamente amável, generoso e de um coração enorme, que se fosse preciso doava a própria roupa do corpo para alguém necessitado, porém seu maior defeito era não cuidar de si mesmo.

Era um filho e um irmão muito carinhoso, estava sempre me abraçando e dizendo o quanto me amava. Muito sensível e chorão também.

Fomos criados juntos, éramos muito apegados.

Eu e ele
Minha mãe, eu e ele

Deixou seu maior sonho, seu filho de 4 anos, que quando pra essa criança, aí mais bem que não entendo. Seu filho ainda o chama, se lembra vivamente do pai, que era super carinhoso e amoroso com ele, sempre estando presente e fazendo suas vontades.

NÃO HÁ REGRAS!

Esse negócio de quem avisa, não faz, não existe! Ou de quem quer, faz. Nada disso deve ser parâmetro. O único parâmetro que temos é como a pessoa está reagindo aos dissabores da vida.

Ele vinha se sentindo cansado de lutar e não conseguir nada, apesar de ter tudo. Por isso eu digo, por menos que você tenha seja grato, pratique a gratidão, pois nessas horas você consegue enxergar que nada é mais valioso do que nossa vida, nossa saúde.

A depressão é coisa muito séria, mas não vou me estender neste post para não ficar mto longo. Prometo que trarei minha experiência com isso em outro post também. Sei que esse foi sim, um dos motivos. Ele estava depressivo e não conseguia enxergar nenhuma saída para os seus problemas.

Minha história com o suicídio

Eu também por várias vezes pensei e já até tentei me suicidar, porém, sempre pensei em meu pai e na minha família, eles talvez não me perdoariam por  isso.

Me sentia egoísta, porém angustiada por tantas decepções que a vida me dava, mas nunca tive coragem de ir até o fim.

O sentimento que eu tinha quando vinham esses pensamentos era de abandono, de cansaço físico e mental, de falta de cuidados mesmo. A gente se sente vítima, se sente fraco e ao mesmo tempo que queremos gritar por socorro, não queremos incomodar ninguém, pois é nesse momento que eu volto a dizer, temos que acabar com esse tabu, pois é mais comum do que imaginamos.

Alguns rotulam, dizem que é falta de Deus e eu posso afirmar que não é, pois eu cresci em igreja evangélica, participei de louvores, fazia trabalhos na igreja, sempre fui temente a Deus, sempre tive fé e fiz preces, porém, nada disso me impediu de pensar em suicídio.

COMO FICA  A FAMÍLIA?

Sem chão! A família nesse momento se sente a maior culpada, por mais que saibamos que jamais podemos nos culpar por atitudes de outras pessoas. Esse é o primeiro sentimento que vem no coração.

Ficamos tentando encontrar nossos erros. Meu pai até hoje se culpa e procura por seus erros na atitude do meu irmão. Sofre calado e sempre visita o túmulo do seu amado filho.

Nos questionamos a todo momento: Por que não vimos? Por que não ajudamos mais? Muitos por quê e nenhuma resposta.

Parece que nada mais faz sentido, nada mais tem graça.

Os natais não são mais os mesmos, ano novo é só mais um ano sem ele e seu aniversário já não se comemora mais.

Minhas dicas para esse momento tão delicado:

Em primeiro lugar ter fé, mesmo diante de uma tragédia dessas, jamais devemos blasfemar contra Deus, ele sabe o que faz!

Num primeiro momento a gente não aceita mesmo, fica com raiva da vida, com raiva de nós mesmos, mas esses sentimentos só nos fazem sucumbir ainda mais e impedem a evolução espiritual do ente querido.

Temos que levar lições de tudo o que passamos nesta Terra. Acredito eu, que esse é o nosso principal objetivo aqui.

Nesse momento buscar a Deus ou se apegar a alguma filosofia de vida ou até mesmo religião, desde que não seja de maneira fanática é válido, pois senão, não aguentamos viver com tamanha tristeza.

Aos poucos a vida vai passando, as coisas vão se ajeitando.

A família estar unida nesse momento é essencial para cada um, é o alicerce para suportar a dor.

A saudade jamais vai passar, sinto em dizer, só tende a aumentar, mas entendo que quanto mais chorarmos ou imaginarmos o sofrimento da pessoa, mais ela irá sofrer e demorar para desapegar da vida terrena.

A oração, a prece, a reza, como você preferir, é o melhor remédio para acalmar a dor e ajudar aquele que se foi. O ideal é lembrar sempre da pessoa feliz, transmitir sentimento de paz, felicidade e gratidão por ela ter sido membro de sua família.

Chorar faz parte, mas lembre se de não pensar coisas negativas!

Mensagem final:

Então se você já pensou ou pensa em cometer suicídio, peço que procure ajuda!

Saiba que é possível resolver as coisas por aqui, por mais que elas pareçam sem solução.

Quando a pessoa que amamos se vai dessa maneira, percebemos que algumas coisas a que damos valor hoje, não tem sentido algum.

Temos a certeza que tudo pode ser resolvido sem que seja necessário uma atitude radical como essa.

Vamos acabar com o TABU

Temos o recente caso da Marina Bittercourt, que se suicidou essa semana, portanto, mais uma vez volto a dizer, TEMOS QUE QUEBRAR ESSE TABU, não é e não deve ser tratado como algo demoníaco.

Não dê ouvidos a pessoas que dizem ser o maior pecado, que a pessoa vai direto pro inferno, nada disso! Ninguém nesse mundo sabe o que se passa após a morte com certeza, não fique preso a isso, somente envie boas vibrações a pessoa, tenha pensamentos de amor e gratidão para com ela e peça para que ela encontre a luz e evolua!

Infelizmente alguns dias atrás, acabei me calando sem querer e me senti muito mal por isso e pude enxergar o quanto as pessoas se envergonham do assunto, principalmente com relação a familiares.

Eu fui atender uma cliente e havia uma outra pessoa no mesmo ambiente, quando surgiu o assunto e minha cliente simplesmente mentiu, disse que foi acidente. Eu fiquei chocada!!! Queria dizer, não, não foi, foi suicídio mesmo. Vamos parar com essa hipocrisia. É real, acontece e pode acontecer com qualquer pessoa próxima a nós.

Basta! Temos que falar no assunto sim, acontece diariamente, não é frescura, não é vergonha. Vergonha é não poder ajudar a quem precisa ou até mesmo a família que passa por esse momento tão delicado.

Acredito que quanto mais tocarmos no assunto, mais comum será, e mais possibilidade de ajudar ao próximo teremos.

Não se cale!

Procure ajuda!

Atualmente temos o CVV, onde você pode ligar, escrever e até mesmo se voluntariar para ajudar aqueles que necessitam.

CLIQUE AQUI  –  SITE CVV

O CVV

O CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo, em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal, desde 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

A instituição é associada ao Befrienders Worldwide, que congrega entidades congêneres de todo o mundo, e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio, do Ministério da Saúde, com quem mantém, desde 2015, um termo de cooperação para a implantação de uma linha gratuita nacional de prevenção do suicídio.

A linha 188 começou a funcionar no Rio Grande do Sul e, em setembro de 2017, iniciou sua expansão para todo o Brasil, que será concluída em 30/06/2018, com a integração de todos os estados.

Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação),  pessoalmente (nos 93 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e  e-mail. Nestes canais, são realizados mais de 2 milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito Federal.

Além dos atendimentos, o CVV desenvolve, em todo o país, outras atividades relacionadas a apoio emocional, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campos-SP.

Espero que meu relato possa ajudar, de alguma maneira essas pessoas que estão próximas a alguém com depressão, ou que está passando por um momento delicado como este e que enfim, ajude a não se calar diante desse assunto que se fez tão tabu, mas não é!

Um beijo no coração de todos e muita luz!

 

RELATO SOBRE A ESCOLHA DO NOME DO BLOG!

Olá Pessoal, tudo bem com vocês?

Espero muito que sim!

Vou deixar aqui um vídeo que postei no Youtube explicando sobre o nome que escolhi tanto para o blog, quanto para o canal.

Aproveito para pedir aquela ajudinha, se você não é inscrito ainda, corre lá se increver, toda semana eu posto vídeos novos sobre maquiagens, dia a dia, enfim, minha vida mesmo…rsrss

Aqui no blog eu já preparei um post sobre isso também, então vou deixar os dois links aqui, caso você tenha curiosidade em saber como comecei e algumas explicações.

POST DO BLOG: CLIQUE AQUI

 

Espero que vocês gostem.

Um super beijo e até o próximo post!