SEMANA 7 – DIÁRIO DE GRAVIDEZ

SEMANA 7 (11/01 a 17/01)

Ansiosíssima para a consulta, digamos que não foi bem o que eu esperava.

Devido a algumas informações que colhi nessa semana, obviamente me surgiram muitas dúvidas, principalmente com relação ao parto, uma vez que sofro com Iatrofobia (medo de ir ao médico), então resolvi despejá-las ao médico.

E lá fomos nós, eu e Davi em nossa primeira consulta com o ginecologista/ obstetra, sendo a primeira vez que eu consultava com ele, pois mudou meu plano médico.

O médico me perguntou sobre a última menstruação e já calculou a data possível para o nascimento, sendo este dia 30/08/19, fiquei feliz, um mês após o aniversário de minha mãe.

Após isso, me passou as primeiras restrições com peixes crus, atividades físicas, me liberando somente para caminhadas, hidroginástica e pilates.

-Mas Dr. Não posso retomar a musculação após o terceiro mês? Não!

Fiquei muito chateada, pois já presenciei várias gestantes na academia, mas vamos obedecer né, quem sabe depois não consigo convencê-lo.

Não carregar pesos

Não fazer muito esforço

Não usar tinturas, podendo tinturas sem amônia após o terceiro mês.

Manter uma alimentação balanceada. (Já estou sendo acompanhada pela nutri)

Tomar bastante água.

Evitar de limpar a caixinha de areia dos gatos.

Bom, retomando sobre o parto, resolvi questioná-lo, pois sempre ouvi da minha mãe que por ter quadril pequeno, meu parto seria cesariana, caso um dia eu engravidasse.

O médico meio que repetiu essa informação.

Até esse momento eu realmente ainda não sabia qual parto me agradava mais.

Gostaria sim de ter um parto normal, até humanizado, porém, vi muitos relatos de “piques exagerados”, entre outras violências obstétricas e isso me deu muito pavor.

Quando citei isso ao médico, ele pareceu desconfortável e quis de todas as formas me mostrar o quanto era bom naquilo que fazia e que jamais cometeria um erro desses, uma vez que já tinha realizado muitos partos, dentre o de quase todas as mulheres de sua família. Enfatizou o quanto se preocupava com o bem estar da gestante, mas infelizmente não me passou muita confiança.

Neste momento, o clima pareceu tenso na sala dele e talvez eu tenha abordado o assunto de maneira brusca, não sei, só sei que não me senti mais bem ali.

Fora esse mal estar, não posso reclamar da consulta, pois o médico foi muito atencioso, tirou todas as minhas dúvidas.

Ao sairmos de lá, meu marido me chamou a atenção pelo jeito com que eu havia abordado esse assunto de violência obstétrica e que por isso, o médico acabou sendo tão rude quanto eu e demonstrando de todas as formas que era um excelente médico.

De fato, só fui me consultar com ele, pois tive duas ótimas indicações, sendo que somente havia ele e mais uma médica no plano e dessa outra médica eu ouvi comentários desagradáveis sobre seu trabalho.

Cheguei em casa aos prantos, pois já havia colocado em minha cabeça que não queria ele como médico, mas aos poucos fui refletindo sobre minha atitude também e resolvi continuar com ele.

Bom, sobre essa semana, reparei que as náuseas estavam melhorando, eu já estou  na terceira caixa de remédio para náuseas e não gostaria de ficar tomando tantos remédios assim, então quando vi que melhorei, deixei de tomar, porém, no final desta semana, voltei a passar mal de náuseas e agora minha enxaqueca também resolveu dar o ar da graça.

Nessa semana uma coisa muito triste me aconteceu, perdemos nosso cachorrinho.

Ele acordou com muitas convulsões, problema antigo, além da idade avançada, da cegueira e da falta de coordenação dele. Já estávamos nos preparando para esse dia, mas é sempre muito doloroso perder nossos bichinhos, que pra mim, são como filhos mesmo.

Ficamos com ele até seu último suspiro, mas precisamos fazer isso, pois quando retomava da sedação em que estava, ele convulsionava novamente, fazendo com que seu sofrimento só aumentasse e o nosso também, por vê-lo naquele estado.

É, essa semana foi agitada, cheia de baixos, mas ainda meu coração está radiante pela boa nova, por essa nova vida que gero em meu ventre.

A gratidão não cabe em mim e graças a Deus, eu e Davi estamos nos tornando bem responsáveis, planejando nossa vida em todas as áreas.

Que assim seja, que continuemos com essa vitalidade, pois ainda há muito que fazer para a chegada do nosso(a) bebê.

Há! Já estamos planejando o chá revelação que será realizado em 17/02.

Já compramos as coisas, já elaborei o convite e estamos super ansiosos para esse momento tão especial.

Vou contando tudo para vocês nos próximos diários!

Espero que estejam gostando.

Um beijo e até o próximo post.

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SEMANAS 5 e 6

Olá pessoal, tudo bem?

Espero muito que sim!

Bom até o momento foi só uma prévia das semanas da gestação, mas agora vamos iniciar esse diário semana a semana, contando para vocês cada etapa desta nova fase da minha vida.

Espero muito que vocês gostem de acompanhar…

SEMANA 5  (28/12/18 a 03/01/19)

Acredito que sem dúvidas, essa seria a semana mais difícil, pois eu já não dormia bem, a ansiedade me invadiu de certa maneira que eu só conseguia pensar em mim e no bebê e em mais nada.

Apesar das noites mal dormidas, a felicidade reinava em meu peito e eu já não tinha mais palavras e sentimentos para agradecer a Deus pela dádiva.

Apesar de a fome ter aumentado muito também, cuidei da alimentação, que já estava sendo feito, fiz algumas caminhadas e até yoga e meditação em casa mesmo, com cautela, é claro, eu fiz para acalmar a ansiedade.

SEMANA 6   (04/01 a 10/01)

Me enganei dizendo que a semana anterior seria a mais difícil, pois sem dúvida está sendo essa.

As náuseas aumentaram drasticamente a ponto de quase nada parar no estômago, alguns dias eu consegui dormir um pouco melhor, mas sempre acordando bem mais cedo do que eu gostaria.

Muitos sonhos estranhos, pesadelos estão fazendo parte do meu sono.

As cólicas ainda estão presentes, com alguns picos de dores em alguns momentos.

A idas ao banheiro aumentaram também, com a bexiga sempre cheia.

Neste período, a sonolência durante o dia aumentou, mas se eu optasse por dormir durante o dia, sabia que minha noite, que já não estavam muito boas, seriam bem piores, então eu evitava.

Bom, como a consulta é amanhã e o sono já apareceu, são 00:45 e agora vou me preparar para dormir. Espero ter bons sonhos!

 

INÍCIO DA GESTAÇÃO, ESPALHANDO A NOTÍCIA E MÉDICO

INÍCIO DA GESTAÇÃO

Descobri a gestação com poucas semanas já, devido a todo o mal-estar já relatado no post anterior.

Do dia 27/12/18 em diante se abria um novo capítulo em nossas vidas, minha cabeça já estava em plena mudança, um turbilhão de medos me invadiam e eu só sabia chorar.

Chorava de mais pensando em meu amado irmão, pois sei o quanto vibraria com a notícia, chorava por ele não estar mais aqui e me receber com o abraço mais caloroso do mundo e o sorriso mais sincero, chorava pela nova vida que habitava em mim, mesmo ainda sendo um grãozinho de gergelim.

Chorava por não ter minha mãezinha por perto, que também sei o quanto feliz ficaria, mas infelizmente essa é a vida.

Pelos cálculos realizados em aplicativos, pelas informações obtidas em sites, enfim, descobri que havia concebido nas duas primeiras semanas de dezembro.

Diante disso, estaria em torno de 4 semanas de gestação, sendo que o bebê viria ao mundo em meados de Agosto/Setembro de 2019.

Nesta fase, cada dia era um milagre, a vida se tornara um milagre e eu me tornava a pessoa mais responsável do mundo. Se antes eu já cuidava da minha saúde, agora os cuidados seriam redobrados.

Muitas cólicas, muitas náuseas, muito choro, muita sensibilidade e muitos medos também, isso define minhas primeiras semanas de gestação.

ESPALHANDO A BOA NOVA

Após as explicações da depressão, do suicídio, da falta de estrutura emocional e de tantos outros motivos, essa era sem dúvida a melhor notícia que eu havia recebido em 2018, portanto, eu só pensava em compartilha-la com aqueles que me amavam e alguns que não me amavam tanto assim também.

A segunda pessoa a saber foi meu pai e minha madrasta, que receberam com muita alegria, apesar de eu achar que meu pai ficaria confuso, uma vez que eu sempre deixei claro que não queria filhos.

A terceira pessoa foi a vó Roza, que também recebeu com muita emoção a notícia que ganharia um(a) bisnetinho(a).

A quarta pessoa foi a minha sogra e minha cunhada, que também pareceram felizes. Minha sogra foi a primeira a brincar e supersticiosamente fez a brincadeira do garfo, sendo que deu menino. Vamos ver!!!

A quinta pessoa foi meu sogro e sua esposa, que não se aguentaram, ele quase passou mal, vibrou de mais, foram muito solícitos e amáveis, já deixando claro que se fosse menina, o brinco seria um presente deles. (anotado!)

Eu estava planejando dar a notícia para minha irmã no réveillon, já que passaríamos juntas, mas como eu disse, a ansiedade me invadiu e acabei enviando uma mensagem no WhatsApp mesmo. Ela vibrou junto comigo, ficou muito feliz, me ligou parabenizando.

Alguns amigos também receberam a mensagem e outros, decidimos fazer um churrasco para contar.

O mais legal é que uma das amigas também acabara de descobrir a gravidez a pouco tempo. Nossos bebês terão dois meses de diferença, estou muito feliz com isso.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO

Devido as datas festivas desta época, foi impossível encontrar um ginecologista que me atendesse pelo meu plano de saúde, então optei por ir ao pronto atendimento, onde não sanaram quase nenhuma das minhas dúvidas, mas pelo menos a médica resolveu me examinar e disse que com o útero estava tudo bem. Ufa! Mas ainda assim, meu medo era grande, pois enquanto eu não souber sobre o bebê, não ficarei sossegada.

Consegui agendar uma consulta para o dia 07/01/19, teria que aguardar praticamente uma semana, aguentando as náuseas, o desconforto e os medos.

A consulta é amanhã, estou ansiosíssima, inclusive porque o Vi vai me acompanhar e saberemos se o bebê está bem.

BOAS NOVAS!

Olá pessoal, tudo bem?

Conforme prometido, estou de volta com novos posts e vamos começar com boas novas.

Eu e meu marido descobrimos que seremos papai e mamãe.

Estamos super felizes com a notícia, então resolvi criar aqui um diário de gravidez para deixar registrado cada momento desta nova fase.

Confesso que estou apreensiva por ainda ser muito cedo, mas acredito que meus leitores tem muitas energias boas para me passar e que os pensamentos positivos irão criar essa bolha de proteção para mim e para o bebê que estou gerando em meu ventre.

Então, vamos começar….

A DESCOBERTA

Estávamos em 26/12/18, havíamos acabado de ter o natal mais triste de todos em decorrência dos acontecimentos deste ano.

Nesta noite, eu havia ido na casa do meu pai, comemos pizza, um grande amigo veio em casa e eu e Vi terminamos a noite na cozinha conversando muito como de costume, até que após um copo de leite, por volta de 00:00, lavei toda a cozinha com meu mal estar, minha pressão estava mais baixa do que nunca e eu estava extremamente mal.

O Vi, apavorado, sem saber o que fazer, me trazia sal e água a todo instante, até que esta mistura revirou mais ainda meu estômago, não me deixando outra opção a não ser gorfar tudo que eu havia ingerido naquela noite.

Dormimos.

Devido a alguns sintomas mais aguçados e nunca sentidos antes, como cólica forte e constante, seios extremamente sensíveis e o fato de eu ter passado muito mal na noite anterior, resolvi no dia seguinte, enquanto estava de moto resolvendo coisas na rua, comprar um teste de gravidez, dos mais baratos, claro!

Cheguei em casa, no dia 27/12/18, corri para o banheiro, enquanto Vi trabalhava na sala e realizei o teste, foi quando apareceu os dois risquinhos e eu fiquei sem chão, ali eu descobri que estava grávida.

Ainda sem chão, sem planos para fazer uma surpresa para o futuro papai, eu não sabia se deixava as lágrimas escorrerem pelo meu rosto ou se as enxugava e ia correndo contar, tamanha ansiedade e felicidade que me invadiu naquele momento.

Bolei um plano rápido e executei, coloquei o teste num saquinho da Eudora, escrevi um bilhete que dizia: “Ainda não sei se é verdade, mas se for parabéns papai”, coloquei em uma caixinha e desci para dar o tão esperado presente de natal do Vi.

Eu estava chateada, pois neste natal não havia dado presente a ninguém, nem mesmo a ele, sendo que eu ganhei, mas nesse momento eu sabia que seria o presente mais lindo que eu podia lhe dar.

Eu disse que daria o presente, mas que precisava filmar, porém, o nervoso era tão grande que no fim das contas, não apertei o play e acabei não filmando.

Quando Vi abriu a caixinha, sua reação foi olhar várias vezes para a caixa e para mim, num ato de demonstrar que não estava acreditando ou entendendo a situação, até que me perguntou se era verdade e com os olhos marejados e um sorriso que não cabia em mim, eu disse que sim, seríamos papais.

Ele se levantou e me deu um abraço caloroso e seu sorriso também não negava tamanha felicidade.

Convém esclarecer alguns tópicos necessários, antes de dar continuidade a esse diário.

GRAVIDEZ PLANEJADA OU NÃO?

Bom, não sei se posso dizer que foi uma gravidez planejada, pois eu confesso que nunca quis ter filhos, pasmem!

Eu e Davi estamos juntos há 14 anos e obviamente que a conversa sobre filhos já vieram à tona várias vezes em nosso relacionamento e desde sempre, ou pelo menos até dois anos atrás, eu não queria filhos.

Mas por que?

Infelizmente sabemos que a vida aqui nesta Terra não é simples, eu havia passado por muitas tristezas na vida, sendo que a maior delas foi ter perdido meu irmão para o suicídio, o que me levou a refletir mais ainda sobre o assunto, pois assim como eu também já havia pensado em suicídio várias vezes, inclusive tentado, eu não via razões para gerar uma pessoa que um dia pudesse chegar a pensar nisso também.

Além dos dissabores da vida, de uma família desestruturada e de eu também ter noção que eu não tinha nenhum estrutura emocional, eu pensava muito na maneira como está o mundo de hoje, com inversão de valores, casos alarmantes de depressão, ansiedade, entre tantos outros problemas que vemos atualmente, apesar de algumas vezes ter tido vontade, a melhor opção seria não gerar nenhuma vida neste caos.

Foi no auge da depressão que eu me rendi e decidi que sim, mesmo diante de todos esses percalços, eu poderia criar um filho com dignidade e ter a experiência do amor incondicional.

Justamente o oposto do que eu pensava antes, pois para mim era bizarro ver o tanto que os pais dedicavam sua vida aos filhos e recebiam a ingratidão e o desprezo em troca. Eu tinha muito medo disso, dentre tantos outros medos, como não dar conta de educa-lo(a).

Mas a depressão me fez enxergar que o maior amor do mundo é o que temos para com o nosso próximo.

Por alguns momentos eu me questionava se estava querendo ter um filho somente para amenizar a minha dor, minha depressão, pois não tínhamos condição nenhuma de criar um bebê, estávamos passando pela fase mais difícil de nossas vidas, estávamos os dois desempregados e sem esperança alguma de melhora.

Foi quando eu decidi que realmente queria ter essa experiência em minha vida. Davi sempre quis ser pai, apesar de sempre respeitar minha opinião sobre o assunto. Então parei de tomar o anticoncepcional, o que me ajudou com as enxaquecas também.

Aguardávamos então a vontade de Deus em nos presentear com um filho quando fosse de Sua vontade.