ENSAIO GESTANTE

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vim mostrar para vocês as fotos do ensaio de gestante que fiz com meu marido.

Resolvemos não gastar com isso, então fizemos nós mesmos.

Alguns apetrechos, um celular, boa vontade, disposição e muitos cliques.

Só pra constar, o ensaio foi realizado no mesmo dia em que minha bolsa estourou, pasmem! Meu guri sabia o tanto que eu queria essas fotos e só esperou isso para nascer…ahhahahha

Espero que gostem!

Dica: Tirei inspirações do Pinterest para as poses.

DIFICULDADES NO ÚLTIMO TRIMESTRE DA GESTAÇÃO

DIFICULDADES DO ÚLTIMO TRIMESTRE

Além da depressão que dificultou muito minha gestação, alguns outros incômodos de praxe surgiram.

O fato de não dormir direito pesou bastante para mim, pois já me sentia cansada o tempo todo, mesmo não fazendo muito esforço.

Outro problema que me atormentou, foram as dores, tive muita dor nas costas e graças à Deus, tenho um marido maravilhoso que fazia massagens em mim todos os dias, além das bolsas de água quente que eu vivia colocando para aliviar.

Nas últimas semanas os movimentos já estavam bem limitados, mesmo assim, eu procurava não me entregar completamente, então fazia minhas caminhadas, mas com bem menos frequência e fazia o que conseguia na medida do possível, pois abaixar já era quase impossível.

Infelizmente eu já não dirigia mais, então, fui “obrigada” a ficar em casa, no máximo ir caminhar por perto, isso me deixava muito angustiada também.

Como o parto se aproximava, a ansiedade aumentava e tinha dias que eu ficava muito deprimida, então resolvi que iria mudar isso.

O que me ajudou foram os afazeres, na 34 semana fiz o chá de bebê, que na verdade foi um charraiá e tínhamos todo o processo de organizar o quarto, pintar, lavar, passar e dobrar roupinhas, enfim, acredito que ocupar mais a mente aliviou a ansiedade.

Outra coisa foi eu tentar me acalmar o máximo, tentei fingir que a depressão não estava ali (acredito que não é o certo), mas eu queria tanto curtir esse momento e como eu já havia passado boa parte da gestação depressiva, eu queria não focar nela e sim nas coisas boas que me aconteceu até ali.

Fiz yoga pelo YouTube algumas vezes, li livros, escutei músicas, tomava banhos longos, até para aliviar as dores, enfim, estava programando meu cérebro para me tranquilizar.

Na última semana (não sabendo que era a última), eu queria muito fazer algumas fotos para guardar de recordação e no último minuto do segundo tempo, eu consegui. Vou fazer um post com as fotos.

Também queria muito fazer o Chá de bençãos, já ouviram falar?

Para mim era novidade, mas ouvi falar nas rodas de gestante que eu participei.

É um dia em que a gestante reúne as amigas, familiares próximas, enfim, reúne a mulherada para ser acarinhada.

Um dia de princesa para a gestante, onde pode haver massagens, escalda pés, mimos, pinturas na barriga.

Como eu não tinha ninguém para fazer isso para mim, eu iria tirar um dia e relaxar, fazer um escalda pés, escrever uma carta para o meu filho, enfim, iria relaxar, já que a hora do parto se aproximava, porém, felizmente, meu filhote resolveu adiantar um pouco e chegou com 38 semanas e 4 dias e não deu tempo de nada disso.

Espero que tenham gostado, no próximo post vou colocar todas as fotos que fiz no dia que a bolsa estourou e trazer o relato de parto também.

Um beijo e até o próximo post.

 

 

SEMANA 36 – DEPRESSÃO NA GESTAÇÃO

Olá queridos(as).

Sei que estou atrasadinha com os posts, mas eu perdi minha senha e não conseguia recuperar, além da depressão que vou lhes contar aqui, enfim, alguns fatores colaboraram para o meu sumiço, mas agora voltei e com muito conteúdo, principalmente sobre a maternidade, então espero que gostem…

Vamos dar um pulinho, da 17ª semana, para a 36ª semana de gestação…

SEMANA 36 (03/08 A 08/08)

Pois é, quase 20 semanas se passaram, então vou tentar resumir o que aconteceu nesses últimos meses.

Quando completei 20 semanas, foi um marco, pois metade da gestação havia passado, porém, sabia que ainda tinha um longo caminho pela frente.

Cada fase foi vivida intensamente, ainda está sendo.

Já ouviram falar que o segundo trimestre é a lua de mel da gestante?

É mais ou menos isso mesmo, porém, para mim houve uma ressalva, uma vez que minha depressão piorou.

Talvez por conta de ter parado com o medicamento, e mesmo com acompanhamento psicológico, ficou muito difícil essa fase.

 

DEPRESSÃO NA GESTAÇÃO

Todos sabemos que gestar é um milagre, é uma dádiva, porém, quando se está depressiva, os medos, as angústias e a solidão são muito maiores.

Por esse motivo, pensei em ir atrás de algum medicamento fitoterápico ou floral e resolvi questionar meu médico a respeito e sabe o que eu ouvi?

-Não há antidepressivo melhor do que a gravidez!

Fiquei pasma. Como um médico de tão alto gabarito poderia brincar com algo tão sério.

Isso pra mim foi uma afronta, pois ele não sabia pelos problemas que havia enfrentado, na minha concepção, jamais deveria ter dito isso, mas vida que segue.

Queria eu que ele estive coberto de razão, mas as coisas não funcionam desta maneira.

Tentei seguir adiante somente com acompanhamento psicológico e tentando mais uma vez ser forte o suficiente para sair deste estado de depressão.

O fato de eu estar sem um emprego no momento foi algo que mexeu muito comigo, eu teria que aprender na marra a ficar mais quieta, aceitar o que a vida estava me propondo.

Ao mesmo tempo que eu me sentia mal por isso, eu me culpava, pois sabia que seria mais incomodo estar trabalhando nesse momento, com tantos mal-estar e dores.

Isso me atormentou por muito tempo e minha depressão só piorava, pois eu tinha várias crises de ansiedade, muito choro, tristeza e culpa por estar me sentindo assim, mesmo com um bebê a caminho.

Sentia que estava passando tudo isso pra ele e eu não queria isso jamais.

Lutei muito com meu emocional. Meu marido me ajudou muito com conversas e carinho e eu fui criando forças.

Infelizmente minha psicóloga teve alguns problemas pessoais e precisou cancelar minhas sessões e mais uma vez eu tive que ser forte para passar por isso, sem remédios, sem auxílio profissional, sem exercícios físicos que tanto me ajudavam.

E assim fui levando, dia após dia, tentando olhar para meu emocional com carinho, evitando de me culpar e me julgar o tempo todo. Não foi fácil!

Outra culpa que estava me atormentando era a alimentação. No começo do terceiro trimestre eu sentia muita fome, ainda seguia à risca o cardápio da nutri, porém, a fissura por doce aumentava, devido a ansiedade e antes de dormir eu adorava tomar um leite quente com bolachas e ela havia proibido isso.

Decidi então não me privar mais, pois isso estava me gerando outra culpa desnecessária, uma vez que nas refeições principais e nos lanches eu estava comendo de forma correta e equilibrada, com frutas, verduras e legumes.

Mas em uma semana acabei exagerando nos doces e comecei a tomar meu leite com bolachas a noite e engordei uns dois quilos em quinze dias e ela se espantou, com razão.

Também me espantei, mas meu corpo não havia mudado tanto, era só a barriga que estava crescendo mesmo, então resolvi me livrar desta culpa e não fui mais as consultas.

Eu sabia que isso poderia me gerar uma frustração muito grande depois, pois eu poderia engordar além do recomendado, mas não liguei, nesse momento meu emocional contava muito mais pra mim.

Claro que me preocupei em manter uma alimentação equilibrada, mas não me privava de nada que tinha vontade.

Hoje com 36 semanas, estou pesando 60,9kg, engordei 14kg até agora e meu desejo era engordar no máximo 10kg, mas foi uma escolha e por enquanto não me arrependo, pois estou dentro do recomendado para o meu corpo e não estou colocando a minha saúde, nem a do meu bebê em risco, pois meus exames estão todos ok.

Acredito mesmo que passar por essa turbulência emocional foi a parte mais difícil até o momento.

Sei que cada fase é uma fase e que todas elas vão haver dificuldades, inclusive tento preparar meu emocional para o parto, que sem dúvida será o mais tenso, porém, mais mágico, pois vou poder conhecer meu principezinho.

 Espero que tenham gostado,

Um beijo e até o próximo post!

INÍCIO DA GESTAÇÃO, ESPALHANDO A NOTÍCIA E MÉDICO

Aqui relato como foi o início da gestação, quando espalhei a notícia para amigos e familiares e minha primeira consulta médica.

INÍCIO DA GESTAÇÃO

Descobri a gestação com poucas semanas já, devido a todo o mal-estar já relatado no post anterior.

Do dia 27/12/18 em diante se abria um novo capítulo em nossas vidas, minha cabeça já estava em plena mudança, um turbilhão de medos me invadiam e eu só sabia chorar.

Chorava de mais pensando em meu amado irmão, pois sei o quanto vibraria com a notícia, chorava por ele não estar mais aqui e me receber com o abraço mais caloroso do mundo e o sorriso mais sincero, chorava pela nova vida que habitava em mim, mesmo ainda sendo um grãozinho de gergelim.

Chorava por não ter minha mãezinha por perto, que também sei o quanto feliz ficaria, mas infelizmente essa é a vida.

Pelos cálculos realizados em aplicativos, pelas informações obtidas em sites, enfim, descobri que havia concebido nas duas primeiras semanas de dezembro.

Diante disso, estaria em torno de 4 semanas de gestação, sendo que o bebê viria ao mundo em meados de Agosto/Setembro de 2019.

Nesta fase, cada dia era um milagre, a vida se tornara um milagre e eu me tornava a pessoa mais responsável do mundo. Se antes eu já cuidava da minha saúde, agora os cuidados seriam redobrados.

Muitas cólicas, muitas náuseas, muito choro, muita sensibilidade e muitos medos também, isso define minhas primeiras semanas de gestação.

ESPALHANDO A BOA NOVA

Após as explicações da depressão, do suicídio, da falta de estrutura emocional e de tantos outros motivos, essa era sem dúvida a melhor notícia que eu havia recebido em 2018, portanto, eu só pensava em compartilha-la com aqueles que me amavam e alguns que não me amavam tanto assim também.

A segunda pessoa a saber foi meu pai e minha madrasta, que receberam com muita alegria, apesar de eu achar que meu pai ficaria confuso, uma vez que eu sempre deixei claro que não queria filhos.

A terceira pessoa foi a vó Roza, que também recebeu com muita emoção a notícia que ganharia um(a) bisnetinho(a).

A quarta pessoa foi a minha sogra e minha cunhada, que também pareceram felizes. Minha sogra foi a primeira a brincar e supersticiosamente fez a brincadeira do garfo, sendo que deu menino. Vamos ver!!!

A quinta pessoa foi meu sogro e sua esposa, que não se aguentaram, ele quase passou mal, vibrou de mais, foram muito solícitos e amáveis, já deixando claro que se fosse menina, o brinco seria um presente deles. (anotado!)

Eu estava planejando dar a notícia para minha irmã no réveillon, já que passaríamos juntas, mas como eu disse, a ansiedade me invadiu e acabei enviando uma mensagem no WhatsApp mesmo. Ela vibrou junto comigo, ficou muito feliz, me ligou parabenizando.

Alguns amigos também receberam a mensagem e outros, decidimos fazer um churrasco para contar.

O mais legal é que uma das amigas também acabara de descobrir a gravidez a pouco tempo. Nossos bebês terão dois meses de diferença, estou muito feliz com isso.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO

Devido as datas festivas desta época, foi impossível encontrar um ginecologista que me atendesse pelo meu plano de saúde, então optei por ir ao pronto atendimento, onde não sanaram quase nenhuma das minhas dúvidas, mas pelo menos a médica resolveu me examinar e disse que com o útero estava tudo bem. Ufa! Mas ainda assim, meu medo era grande, pois enquanto eu não souber sobre o bebê, não ficarei sossegada.

Consegui agendar uma consulta para o dia 07/01/19, teria que aguardar praticamente uma semana, aguentando as náuseas, o desconforto e os medos.

A consulta é amanhã, estou ansiosíssima, inclusive porque o Vi vai me acompanhar e saberemos se o bebê está bem.

BOAS NOVAS!

Após meses sem postar nada, a vida me deu um novo fôlego, mais que isso, nos deu a dádiva de gerarmos um filho(a). Sim! Estamos grávidos e vou relatar cada semana da gestação aqui pra vocês.

Olá pessoal, tudo bem?

Conforme prometido, estou de volta com novos posts e vamos começar com boas novas.

Eu e meu marido descobrimos que seremos papai e mamãe.

Estamos super felizes com a notícia, então resolvi criar aqui um diário de gravidez para deixar registrado cada momento desta nova fase.

Confesso que estou apreensiva por ainda ser muito cedo, mas acredito que meus leitores tem muitas energias boas para me passar e que os pensamentos positivos irão criar essa bolha de proteção para mim e para o bebê que estou gerando em meu ventre.

Então, vamos começar….

A DESCOBERTA

Estávamos em 26/12/18, havíamos acabado de ter o natal mais triste de todos em decorrência dos acontecimentos deste ano.

Nesta noite, eu havia ido na casa do meu pai, comemos pizza, um grande amigo veio em casa e eu e Vi terminamos a noite na cozinha conversando muito como de costume, até que após um copo de leite, por volta de 00:00, lavei toda a cozinha com meu mal estar, minha pressão estava mais baixa do que nunca e eu estava extremamente mal.

O Vi, apavorado, sem saber o que fazer, me trazia sal e água a todo instante, até que esta mistura revirou mais ainda meu estômago, não me deixando outra opção a não ser gorfar tudo que eu havia ingerido naquela noite.

Dormimos.

Devido a alguns sintomas mais aguçados e nunca sentidos antes, como cólica forte e constante, seios extremamente sensíveis e o fato de eu ter passado muito mal na noite anterior, resolvi no dia seguinte, enquanto estava de moto resolvendo coisas na rua, comprar um teste de gravidez, dos mais baratos, claro!

Cheguei em casa, no dia 27/12/18, corri para o banheiro, enquanto Vi trabalhava na sala e realizei o teste, foi quando apareceu os dois risquinhos e eu fiquei sem chão, ali eu descobri que estava grávida.

Ainda sem chão, sem planos para fazer uma surpresa para o futuro papai, eu não sabia se deixava as lágrimas escorrerem pelo meu rosto ou se as enxugava e ia correndo contar, tamanha ansiedade e felicidade que me invadiu naquele momento.

Bolei um plano rápido e executei, coloquei o teste num saquinho da Eudora, escrevi um bilhete que dizia: “Ainda não sei se é verdade, mas se for parabéns papai”, coloquei em uma caixinha e desci para dar o tão esperado presente de natal do Vi.

Eu estava chateada, pois neste natal não havia dado presente a ninguém, nem mesmo a ele, sendo que eu ganhei, mas nesse momento eu sabia que seria o presente mais lindo que eu podia lhe dar.

Eu disse que daria o presente, mas que precisava filmar, porém, o nervoso era tão grande que no fim das contas, não apertei o play e acabei não filmando.

Quando Vi abriu a caixinha, sua reação foi olhar várias vezes para a caixa e para mim, num ato de demonstrar que não estava acreditando ou entendendo a situação, até que me perguntou se era verdade e com os olhos marejados e um sorriso que não cabia em mim, eu disse que sim, seríamos papais.

Ele se levantou e me deu um abraço caloroso e seu sorriso também não negava tamanha felicidade.

Convém esclarecer alguns tópicos necessários, antes de dar continuidade a esse diário.

GRAVIDEZ PLANEJADA OU NÃO?

Bom, não sei se posso dizer que foi uma gravidez planejada, pois eu confesso que nunca quis ter filhos, pasmem!

Eu e Davi estamos juntos há 14 anos e obviamente que a conversa sobre filhos já vieram à tona várias vezes em nosso relacionamento e desde sempre, ou pelo menos até dois anos atrás, eu não queria filhos.

Mas por que?

Infelizmente sabemos que a vida aqui nesta Terra não é simples, eu havia passado por muitas tristezas na vida, sendo que a maior delas foi ter perdido meu irmão para o suicídio, o que me levou a refletir mais ainda sobre o assunto, pois assim como eu também já havia pensado em suicídio várias vezes, inclusive tentado, eu não via razões para gerar uma pessoa que um dia pudesse chegar a pensar nisso também.

Além dos dissabores da vida, de uma família desestruturada e de eu também ter noção que eu não tinha nenhum estrutura emocional, eu pensava muito na maneira como está o mundo de hoje, com inversão de valores, casos alarmantes de depressão, ansiedade, entre tantos outros problemas que vemos atualmente, apesar de algumas vezes ter tido vontade, a melhor opção seria não gerar nenhuma vida neste caos.

Foi no auge da depressão que eu me rendi e decidi que sim, mesmo diante de todos esses percalços, eu poderia criar um filho com dignidade e ter a experiência do amor incondicional.

Justamente o oposto do que eu pensava antes, pois para mim era bizarro ver o tanto que os pais dedicavam sua vida aos filhos e recebiam a ingratidão e o desprezo em troca. Eu tinha muito medo disso, dentre tantos outros medos, como não dar conta de educa-lo(a).

Mas a depressão me fez enxergar que o maior amor do mundo é o que temos para com o nosso próximo.

Por alguns momentos eu me questionava se estava querendo ter um filho somente para amenizar a minha dor, minha depressão, pois não tínhamos condição nenhuma de criar um bebê, estávamos passando pela fase mais difícil de nossas vidas, estávamos os dois desempregados e sem esperança alguma de melhora.

Foi quando eu decidi que realmente queria ter essa experiência em minha vida. Davi sempre quis ser pai, apesar de sempre respeitar minha opinião sobre o assunto. Então parei de tomar o anticoncepcional, o que me ajudou com as enxaquecas também.

Aguardávamos então a vontade de Deus em nos presentear com um filho quando fosse de Sua vontade.