NASCE UMA MÃE, NASCEM OS PITACOS

Olá pessoal, tudo bem?

Espero que sim!

Hoje vim escrever um pouco sobre os palpites que chegam com a maternidade.

Na verdade não é a maternidade a culpada e sim aqueles que não respeitam a maternidade alheia, uma vez que palpitam em tudo o que você faz para seu filho, com base na própria experiência, como se todos os bebês fossem iguais.

Para piorar, a maternidade hoje não é mais a mesma de antigamente, as coisas mudaram, o jeito de dormir, de amamentar, hoje o conhecimento está mais acessível, porém, nem sempre o conhecimento vai te salvar.

Digo isso porque algumas coisas de hoje em dia não funcionaram com meu bebê. E aí? Reluto porque é algo atual e aquilo, segundo estudos é o melhor a se fazer, ou cedo e tento outras alternativas, mesmo que sejam ultrapassadas?

Esse foi um dos pontos que mais me deixaram confusa no início, pois como mãe de primeira viagem, eu não sabia o que funcionava, por isso os pitacos só me deixavam mais frustrada e fazendo eu me sentir uma péssima mãe.

Acontece que mesmo não nascendo sabendo ser mãe, o instinto maternal existe e no meu caso, eu sabia que estava fazendo de tudo, dando o melhor para o meu filho, porque não existe certo ou errado na maternagem, existe bom senso, é claro, e nós termos ciência de que nenhum bebê é igual ao outro.

Mesmo sabendo que alguns pitacos nos abalam, afinal, sabemos que somos amadores, não devemos deixar que os comentários nos afetem de maneira a nos entristecer e nos sentirmos as piores mães do mundo, pois da mesma forma que os bebês aprendem conosco, estamos aprendendo com eles também.

O ideal é que possamos filtrar os comentários, tentar as alternativas viáveis e seguras para o bebê e lembrarmos sempre do mantra: “VAI PASSAR”, pois cada dia será um aprendizado, uma nova fase que passaremos junto com nosso bebê.

Até o próximo post!

RELATO DE PARTO

Há alguns anos jamais me imaginei sendo mãe, hoje sei que o medo e a insegurança tomavam conta de mim.

É claro que isso ainda não passou, pois com a gestação eles se multiplicam.

Eu não queria ser mãe por vários motivos além desses.

Penso que o mundo anda muito caótico para se criar um ser puro, sem que ele seja atingido pelas maldades alheias, mas crianças são justamente para nos trazer alegrias esperanças esse mundo cheio de maldades!

Eu não sabia se era capaz de criar tão bem alguém, sendo que eu já tinha muitos desafios pessoais e internos para lidar.

Eu decidi que não seria mãe e isso se perdurou por muito tempo em minha cabeça, até que decidi que mesmo diante de tantos contras, eu queria viver a experiência de gerar e criar um filho.

Tinha medo de depositar toda minha felicidade nele, tinha medo de ter que deixar minha vida e minha liberdade de lado…não achava justo, então as vezes a conta não fechava…

Mas mesmo assim criei coragem e decidi entregar nas mãos de Deus, afinal as vezes podemos decidir o rumo da nossas vidas, mas as vezes não!

Deixei de me prevenir, em comum acordo com o marido, afinal era um sonho dele e dois anos depois, Deus nos presenteou com uma sementinha…

Após o episódio mais triste da minha vida, num momento super delicado, com diagnóstico de depressão, tomando remédio e sem perspectiva nenhuma pela vida, descobri a gravidez e tudo tomou uma nova forma…

Não vou dizer que foi fácil, acredito que nenhuma gestação é fácil, são muitos desafios, principalmente para uma pessoa depressiva, que já não via mais sentido na vida, mas isso foi o que renovou as minhas forças…

Eu estava recebendo a melhor notícia naquele momento de turbulência, era o gás que eu precisava, a injeção de ânimo pra vida, poder olhar para ela de novo e enxergar algo de bom!

A vida me sorriu e me deu motivos pra sorrir de novo.

Eu estava começando gerar uma vida em mim.

Que responsabilidade!

Os medos aumentaram, mas lá no fundo eu sabia que daria conta, que nada é por acaso e que esse filho foi um presente, uma benção dos céus.

Dias de luta na gestação, vários deles, resolvi focar no emocional, como já falei aqui em outro post, e tive o melhor marido ao meu lado.

O papel dele foi fundamental para que eu pudesse aceitar essa felicidade, sentir ela e passar por cima de dores, angústias, depressão, ansiedade, inseguranças e medos…

Eu recebia massagens todos os dias para alívio das dores, que não foram poucas.

Eu recebi o carinho e cuidado de ter um marido que além de trabalhar fora, no final da gestação, cozinhava, dava banho nos bichos e limpava a casa. Eu sabia que ele estava fazendo seu melhor, assim como eu fiz…

Demos o nosso melhor e tem sido assim, é nosso objetivo sempre!

Decidimos caminhar juntos, descobrir a maternidade e a paternidade juntos e por isso fazemos o nosso melhor um pelo outro e agora pelo nosso baby…

E assim se passaram nove meses!

Hoje sei que a gestação era bem o que eu pensava, muito difícil, pelo menos pra mim foi, mas tinha seus momentos de recompensa, como os mimos do marido, os chutinhos do bebê, sentir que havia uma vida crescendo em mim era divino…

E no último momento eu consegui realizar esse ensaio amador. Eu não podia deixar de registrar esse barrigão, nossa felicidade e esse amor…

As fotos foram tiradas no dia em que entrei em trabalho de parto.

Dia 18/08/19, 38 semanas e 3 dias, fiz o tão desejado ensaio fotográfico amador do barrigão. Cheguei em casa no fim do dia. Com contrações de treinamento desde a vigésima quarta semana, sentia muitas dores na lombar e nas costas em geral, ficava sempre com bolsas de água quente e foi isso que fiz, mas percebi que as dores estavam se intensificando…

As 21:00 eu entrei em trabalho de parto, dores intensas.

Alongamentos, bolsas de água quente e um pedido especial a Deus de que eu pudesse ter algum sinal que era mesmo o início do fim…

E foi! 1:00 da madrugada, deitei na cama, senti uma contração muito forte e a bolsa rompeu🙌🏻😍

Deus ouviu meu pedido!

Vinícius estava prestes a chegar, mas calma… trabalho de parto demora e muito!

Entrei no chuveiro, mantive a calma o quanto pude.

Fiquei recebendo água quente nas costas, marcando as contrações e agradecendo o momento.

Enquanto isso, orientava o marido, que estava perdido e nervoso😂a colocar algumas coisas que faltavam na mala.

Cuidamos dos bichos e duas horas depois partíamos para a maternidade…

Eu só queria que fosse conforme eu esperava, conforme eu me preparei.

Cheguei na maternidade com 5 dedos de dilatação, fiquei feliz!

Fomos para sala de pré parto. Um equipe humanizada começava a se mobilizar.

Entrei direto pro chuveiro, pois as dores já me dominavam, as contrações cada vez mais fortes.

Eu não sabia se iria aguentar, mas essa era minha decisão, após 9 meses de estudo e pesquisas procurando o melhor para o meu filho e para mim neste momento tão importante.

Fiz meu plano de parto, participei de rodas de gestantes, troquei experiências, caminhei, tentei me manter ativa o máximo que pude.

Confesso que muitas vezes me passou pela cabeça que eu não iria conseguir, mas eu iria tentar.

Mesmo contra tantas opiniões e pitacos, mesmo contra tantas energias negativas quando eu mencionava que queria parto natural, 1,50 de altura, 46kg antes da gestação, 62kg no dia do parto.

Fui, com meu companheiro me apoiando na minha decisão.

Outro momento super importante para que ele estivesse do meu lado.

Foram umas 10 hrs de trabalho de parto!

Diversas posições, a dor insuportável me fez chorar, suar e pedir por analgesia, mas aí eu já estava com 8 dedos de dilatação.

Uma equipe maravilhosa, um marido cuidadoso, recebi incentivo, massagem, carinho.

Em meio a penumbra, o quarto exalava a essência de lavanda francesa que escolhi cuidadosamente para esse momento, mas o que eu queria mesmo era que tudo aquilo acabasse logo, eu estava me sentindo fraca, tomei glicose e tentei seguir em frente, tentei ser forte.

A parte expulsiva foi a pior pra mim, eu queria desistir, estava sem forças, achei que estava fazendo tudo errado, que eu iria morrer, fui para partolândia e depois de muito tentar, puxei uma força do além e Vinícius nasceu!

As 7:42 do dia 19/08/19, pesando 2.925kg, com 46cm, ele veio pros meus braços e eu não tive forças nem para chorar, eu só não conseguia acreditar em tudo que eu tinha vivido ali, junto com meu marido e com um equipe que no final eram de 7 pessoas😱pra me ajudar a parir.

Só consegui agradecer a Deus por que todos os meus pedidos foram atendidos.

Tive o parto que eu quis, não foi fácil, achei mesmo que ia morrer, mas em meio a tanta insegurança e medo de não conseguir e ter que partir para uma cesariana, ou ter uma laceração.

Quem me conhece sabe que eu tenho pavor de hospital, pavor de cirurgia, foi um dos motivos que decidi ter parto normal, mas isso não me faz mais mãe que ninguém, é uma questão de escolha.

Respeito muito quem opta por cesárea, pq eu não tive coragem de ter um parto tranquilo e depois me recuperar de um corte de 7 camadas de pele.

Não me arrependo da minha decisão, afinal, o parto acabou e eu estava super bem, claro que tive algumas dores, mas comi e sai andando.

Foi surreal, foi mágico e só me mostrou a força que nós mulheres temos dentro de nós, tanto por gerar durante 9 meses com tantas dificuldades, quanto por passar pela dor do parto.

Esse foi meu relato de parto!

Só tenho a agradecer a equipe Essencia do Ser, onde pude adquirir conhecimento e força para tomar essa decisão e seguir em frente com ela mesmo com tantas opiniões contra.

Com certeza o parto é a nossa essência de ser, é onde tudo começa, onde tudo faz sentido, onde a natureZa age naturalmente, como deve ser.

Agradeço ao meu marido por passar tudo isso comigo, me apoiar e me dar tanto cuidado e amparo antes, durante e após o parto, sem você eu não teria conseguido.

Agradeço ao meu filho por ter me escolhido💙

Deus abençoe todas as gestantes e suas crias, na mais linda incumbência que Deus nos permite viver nessa terra, ser MÃE!