BOAS NOVAS!

Olá pessoal, tudo bem?

Conforme prometido, estou de volta com novos posts e vamos começar com boas novas.

Eu e meu marido descobrimos que seremos papai e mamãe.

Estamos super felizes com a notícia, então resolvi criar aqui um diário de gravidez para deixar registrado cada momento desta nova fase.

Confesso que estou apreensiva por ainda ser muito cedo, mas acredito que meus leitores tem muitas energias boas para me passar e que os pensamentos positivos irão criar essa bolha de proteção para mim e para o bebê que estou gerando em meu ventre.

Então, vamos começar….

A DESCOBERTA

Estávamos em 26/12/18, havíamos acabado de ter o natal mais triste de todos em decorrência dos acontecimentos deste ano.

Nesta noite, eu havia ido na casa do meu pai, comemos pizza, um grande amigo veio em casa e eu e Vi terminamos a noite na cozinha conversando muito como de costume, até que após um copo de leite, por volta de 00:00, lavei toda a cozinha com meu mal estar, minha pressão estava mais baixa do que nunca e eu estava extremamente mal.

O Vi, apavorado, sem saber o que fazer, me trazia sal e água a todo instante, até que esta mistura revirou mais ainda meu estômago, não me deixando outra opção a não ser gorfar tudo que eu havia ingerido naquela noite.

Dormimos.

Devido a alguns sintomas mais aguçados e nunca sentidos antes, como cólica forte e constante, seios extremamente sensíveis e o fato de eu ter passado muito mal na noite anterior, resolvi no dia seguinte, enquanto estava de moto resolvendo coisas na rua, comprar um teste de gravidez, dos mais baratos, claro!

Cheguei em casa, no dia 27/12/18, corri para o banheiro, enquanto Vi trabalhava na sala e realizei o teste, foi quando apareceu os dois risquinhos e eu fiquei sem chão, ali eu descobri que estava grávida.

Ainda sem chão, sem planos para fazer uma surpresa para o futuro papai, eu não sabia se deixava as lágrimas escorrerem pelo meu rosto ou se as enxugava e ia correndo contar, tamanha ansiedade e felicidade que me invadiu naquele momento.

Bolei um plano rápido e executei, coloquei o teste num saquinho da Eudora, escrevi um bilhete que dizia: “Ainda não sei se é verdade, mas se for parabéns papai”, coloquei em uma caixinha e desci para dar o tão esperado presente de natal do Vi.

Eu estava chateada, pois neste natal não havia dado presente a ninguém, nem mesmo a ele, sendo que eu ganhei, mas nesse momento eu sabia que seria o presente mais lindo que eu podia lhe dar.

Eu disse que daria o presente, mas que precisava filmar, porém, o nervoso era tão grande que no fim das contas, não apertei o play e acabei não filmando.

Quando Vi abriu a caixinha, sua reação foi olhar várias vezes para a caixa e para mim, num ato de demonstrar que não estava acreditando ou entendendo a situação, até que me perguntou se era verdade e com os olhos marejados e um sorriso que não cabia em mim, eu disse que sim, seríamos papais.

Ele se levantou e me deu um abraço caloroso e seu sorriso também não negava tamanha felicidade.

Convém esclarecer alguns tópicos necessários, antes de dar continuidade a esse diário.

GRAVIDEZ PLANEJADA OU NÃO?

Bom, não sei se posso dizer que foi uma gravidez planejada, pois eu confesso que nunca quis ter filhos, pasmem!

Eu e Davi estamos juntos há 14 anos e obviamente que a conversa sobre filhos já vieram à tona várias vezes em nosso relacionamento e desde sempre, ou pelo menos até dois anos atrás, eu não queria filhos.

Mas por que?

Infelizmente sabemos que a vida aqui nesta Terra não é simples, eu havia passado por muitas tristezas na vida, sendo que a maior delas foi ter perdido meu irmão para o suicídio, o que me levou a refletir mais ainda sobre o assunto, pois assim como eu também já havia pensado em suicídio várias vezes, inclusive tentado, eu não via razões para gerar uma pessoa que um dia pudesse chegar a pensar nisso também.

Além dos dissabores da vida, de uma família desestruturada e de eu também ter noção que eu não tinha nenhum estrutura emocional, eu pensava muito na maneira como está o mundo de hoje, com inversão de valores, casos alarmantes de depressão, ansiedade, entre tantos outros problemas que vemos atualmente, apesar de algumas vezes ter tido vontade, a melhor opção seria não gerar nenhuma vida neste caos.

Foi no auge da depressão que eu me rendi e decidi que sim, mesmo diante de todos esses percalços, eu poderia criar um filho com dignidade e ter a experiência do amor incondicional.

Justamente o oposto do que eu pensava antes, pois para mim era bizarro ver o tanto que os pais dedicavam sua vida aos filhos e recebiam a ingratidão e o desprezo em troca. Eu tinha muito medo disso, dentre tantos outros medos, como não dar conta de educa-lo(a).

Mas a depressão me fez enxergar que o maior amor do mundo é o que temos para com o nosso próximo.

Por alguns momentos eu me questionava se estava querendo ter um filho somente para amenizar a minha dor, minha depressão, pois não tínhamos condição nenhuma de criar um bebê, estávamos passando pela fase mais difícil de nossas vidas, estávamos os dois desempregados e sem esperança alguma de melhora.

Foi quando eu decidi que realmente queria ter essa experiência em minha vida. Davi sempre quis ser pai, apesar de sempre respeitar minha opinião sobre o assunto. Então parei de tomar o anticoncepcional, o que me ajudou com as enxaquecas também.

Aguardávamos então a vontade de Deus em nos presentear com um filho quando fosse de Sua vontade.

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Juntando os “trapinhos”

Olá queridos(as),

Hoje é dia de inaugurar o menu de relacionamentos…Estava passeando pelo blog quando vi que não havia nenhum post nesse menu, mas e aí, no que será que eu posso ajudar meus leitores com esse papo tão complicado? Será que eu consigo acrescentar alguma coisa?

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Simples, resolvi escrever aqui pra vocês um pouco da minha experiência em morar junto com outra pessoa, no caso, o meu companheiro. Estamos juntos há 10 anos e uns 6 morando juntos. Vou tentar descrever um pouquinho do por que decidimos morar juntos, como nos organizamos com as tarefas, se vale a pena ou não, se acrescentou em algo ou não, enfim, dúvidas que alguns de vocês possam ter ou tenham a curiosidade de saber sobre o assunto.

A princípio não tínhamos ideia de morar juntos tão cedo, começamos a namorar em 2004 e fomos morar juntos em meados de 2008, se não me engano. A ideia partiu pelo fato de eu morar sozinha e ele na época estar morando com a avó. Era meio complicado, pois meu horário de trabalho era meio conturbado e nós acabávamos ficando pouco tempo juntos, mas aí eu mudei de emprego e então nós ficávamos muito tempo juntos, foi aí que decidimos, na verdade eu fiz a proposta pra ele e ele aceitou……rs

Mas vamos ao que interessa…E aí, como ajustar as coisas, uma vez que tudo muda e você se vê morando com uma pessoa totalmente diferente de você?

Não é simples, apesar de no começo ser tudo uma maravilha, as coisas tem que ir se ajustando com o tempo e os dois devem sempre manter uma boa conversa a respeito de tudo.

É primordial que todas as tarefas sejam dividas de maneiras iguais, a não ser que um tenha mais tempo livre do que o outro, é o que fazemos em casa. Por exemplo, ele fica responsável por lavar as roupas e eu por passar.

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É normal que algumas tarefas fiquem sendo específica para um dos companheiros, assim como outras para o outro, por exemplo, a parte de conserto das coisas fica para ele e a parte de organização comigo. Eu não saberia trocar um chuveiro, por exemplo, e ele é uma negação pra organizar os guarda-roupas, as gavetas, etc.

balanco_financeiroOutra dica é que os dois estejam de certa forma “estabilizados financeiramente”, o que no nosso caso acabou sendo uma irresponsabilidade, pois éramos muito jovem e sem condições de nos manter sozinhos, pois, apesar de os dois trabalharem, uma hora o desemprego bate a porta e acabamos por ter que contar com a ajuda de nossos familiares e até hoje quando passamos por fases difíceis, eles que nos socorrem, mas acredito que isso seja normal com qualquer recém casal.

A pior parte mesmo é que por sermos seres humanos, somos extremamente diferentes, cada ser humano é único e quando juntamos os trapinhos, as diferenças ficam mais evidentes. È muito mais simples ser namorado, viver cada um na sua casa e quando bate a saudade, um visita o outro e tudo ok, mas e a graça de poder dormir juntinho todos os dias, entre outras coisas que quando se mora só não se tem, sendo que da mesma forma, quando se mora sozinho, não precisa se preocupar com certas coisas, existe uma certa liberdade, enfim, acredito que tudo seja relativo, pois na minha opinião o primordial é saber o que você e ele ou ela querem e seguir a diante, lembrando sempre que nada é perfeito. Sabemos, por exemplo, que existem homens relaxados e mulheres organizadas, mas também existe o inverso, enfim, trata-se de um encaixe e isso o casal só adquire com muito tempo de convivência.

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A convivência não é simples, principalmente quando o gênio de ambos são extremamente fortes, infelizmente é o meu caso. Tanto ele quanto eu somos muito “estourados”, ou seja, qualquer coisinha é motivo para discussões e aí vem aquela vontade de jogar tudo pro alto e cada um pro seu canto, mas as coisas não funcionam assim, esse sempre vai ser o jeito mais fácil, mas nem sempre vai resolver a situação, principalmente quando há filhos envolvidos, etc.

Acho que o principal é o respeito, pois enquanto houver o respeito, há maneiras de se amenizar o problema, por maior que ele seja e tentar um novo jeito, readaptar as coisas, afinal, temos que nos moldar sempre as pessoas e as situações, independente se em casa, no trabalho ou na escola, acredito ser a maneira mais eficaz de resolver o problema, sem desistir tão fácil a não ser que não seja essa a sua vontade mesmo, você não se adaptou morando a dois, enfim, hoje em dia existem tantas alternativas, é só manter a mente aberta e escolher o que mais lhe agrada, seja morando junto ou separado, você pode manter um bom relacionamento, é só haver respeito, muita cumplicidade e amor, do resto, tudo dá-se um jeito.

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Num próximo post vou relatar o problema da incompatibilidade de gênios, o que acredito que pesa muito na hora de morar junto, mas se você ainda tem essa dúvida, está para casar ou coisa do tipo, pense bem, pois adequar as coisas é bem mais fácil do que mudar a si próprio, mas também não é impossível.

Um beijo e até o próximo post!